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PRESENÇA DE COR EM ÁGUAS NATURAIS

Um dos principais parâmetros que podem indicar o grau de poluição de um corpo hídrico é sua cor. De modo geral, águas de cor elevada apresentam concentrações mais altas de DBO, DQO e de Sólidos Dissolvidos, que podem ser removidos através dos processos convencionais. Entretanto, águas com cor elevada e baixa turbidez podem inviabilizar ou encarecer os processos de tratamento, principalmente, na etapa de coagulação/floculação, e por este motivo, a cor da água deve ser sempre monitorada.

A cor da água é produzida pela reflexão da luz em partículas minúsculas de dimensões inferiores a 1µm – denominadas coloides – finamente dispersas, de origem orgânica (ácidos húmicos e fúlvidos) ou mineral (resíduos industriais, compostos de ferro e manganês).

A presença de ferro e manganês podem ocasionar uma cor avermelhada na água. Já as águas de alcalinidade e dureza elevadas, que escoam por solos calcáreos, apresentam uma cor levemente esverdeada. Corpos d’água naturalmente escuros são encontrados em regiões ricas em vegetação, em decorrência da maior produção de ácidos húmicos. Um exemplo internacionalmente conhecido é o Rio Negro, afluente do rio Amazonas, cujo nome faz referência à sua cor escura, causada pela presença de produtos de  decomposição da vegetação e pigmentos de origem bacteriana. 

Existem 02 formas de cor:

– Cor Real: medida em água filtrada (ou centrifugada); e

– Cor Aparente: análise realizada na água sem filtração ou centrifugação, e que, por esta razão, contém materiais particulados que interferem na medida de reflexão.

Um dos aparelhos mais utilizados nos laboratórios das ETA’s para análise de cor são os discos de vidro coloridos, que possuem escalas correspondente aos tubos de Nessler (Ver figura). Porém, este método analítico não é recomendando, uma vez que há diferenças nas cores dos discos (dependendo do fabricante) e sua variação no tempo e no uso podem ocasionar erros de leitura por parte dos operadores.

Ultimamente, com o avanço da tecnologia, estão sendo empregados nos laboratórios das ETA’s, analisadores digitais que facilitam a análise de cor, gerando mais confiança para os operadores das plantas.

De acordo com a Portaria de Consolidação nº 888 do Ministério de Saúde, o valor da cor ao final do processo de tratamento na ETA e distribuída para população deve ser inferior a 15,0 uH. Entretanto, recomenda-se que a cor seja mantida abaixo de 5,0 – 10 uH. Isto porque, a água tratada poderá adquirir cor no percurso da rede de abastecimento de água para população.

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